O Barcelona deu uma aula de como se deve jogar futebol? E o Santos, que aula deu?

Posted by Passarinho+ | Artigos | quarta-feira 21 dezembro 2011 11:08

O Barcelona deu uma aula de como  se deve jogar Futebol?

Esta foi a afirmação do craque Neimar em sua entrevista após o jogo.

Ao analisar  a entrevista deste grande  craque (ainda  vai ganhar maior  experiencia)  o mesmo afirma,que uma das lições aprendidas na noite de domingo ( 18/12/2011) quando o Santos foi goleado pelo Barcelona, teria sido de como o futebol deveria  ser jogado.

Fiquei  pensando se o Santos também não deu lá algumas aulas de como o futebol não deve ser jogado, principalmente em uma decisão de tão alta importância, visibilidade, exigência e repercussão á nível mundial.

A equipe espanhola enfrentou uma equipe que possuia  qualidades (o Santos), títulos, fama, prestígio e a expectativa de que pudesse fazer frente  ao super time de “outro planeta” como foi amplamente noticiada e denominada a  equipe do Barcelona.

O que sobrou no Barcelona e faltou ao Santos?

Sobrou no Barcelona.

Confiança, auto-estima, poder de decisão, estatura psicológica acima da média (todos sabiam onde estavam, o que fazer, quando fazer , como fazer), alegria para jogar, controle total sobre a situação, soube conter para controlar e controlar para conter.

Costumo denominar como estatura psicológica acima da média, a situação onde o atleta ante a grandes  eventos e decisões sente-se completamente á vontade deixando transparecer  em todos os detalhes a seguinte afirmação, ” eu estou no lugar e situação certa, este é meu palco, público e evento”.

Não pensa, “será que vou conseguir “?,  possui a convicção de que “estou aqui para conseguir”!

Combate timidez com iniciativa, tensão com “estar pronto”,dificuldades com soluções,dúvidas com auto confiança, e competição difícil com competitividade.

Os jogadores do Barcelona não  jogaram somente como atletas brilhantes que são, jogaram como uma equipe focada no conjunto e não somente na qualidade das suas  individualidades.

Não entraram no jogo somente como os melhores, mas  se comportaram durante a partida como os melhores, com eficiência, entrega total, focagem objetiva, solidariedade tática,  estratégia definida  onde o todo parecia um, e cada elemento completava o todo.

O Barcelona ao contrário do Santos, não foi para a decisão para assistir o adversário jogar, mas  atuou impondo sua forma de jogar.

Tocou a música para o Santos dançar, ditou os acordes, o ritmo e a coreografia.

E o que faltou ao Santos?

Não faltou empenho, mas sim  maior  espírito de decisão e competitividade.

Faltou “ser” antes de “fazer”, e isto faz toda a diferença quando se decide qualquer coisa, seja no esporte ou na vida.

Parece que tentaram combinar com o Barcelona a seguinte estratégia, primeiro nós  vamos ver  o que vocês podem apresentar, depois vamos ver  o que podemos fazer a respeito.

Só que o Barcelona quando apresentou o que realmente sabia, com  facilidade chegou aos 3×0 já no primeiro tempo.

Para enfrentar equipes como o “Barsa”, penso que se deve  primeiro ter ação positiva para depois então exercitar o pensamento positivo.

Primeiro faz, depois então pode torcer para que tudo saia como o planejado.  Neste tipo de atitude devemos  controlar para conter,  para depois  conter, jogar   e controlar.


Agora pode ser fácil apontar o que faltou(ser profeta do acontecido) mas o que faltou não pode ficar sem revisão e  cuidadosa reflexão.

Faltou passar e aplicar ao adversário a seguinte mensagem, “se vocês são  bons, agora vamos ver realmente do que são feitos pois vamos  marcar  em todos os setores o tempo todo.  Ah, ia  esquecendo, também vamos jogar”.

Tao Tzu o grande Mestre na arte da guerra  aplica que , se o guerreiro  entrar no “campo de luta” apenas  para sobreviver ,acabará morrendo ao lutar  somente para  preservar  sua vida.

Porem se  entrar no “campo de  luta” encarando-o como um definitivo “campo de morte  por destemer a morte”, acabará saindo vivo desta batalha , pois o bônus para quem desteme a morte é a vida, e o castigo para quem teme excessivamente a morte é morrer prematuramente no campo de luta”.

O Santos enfrentou o verdadeiro Barcelona, porém o Barcelona tenho certeza, não enfrentou o verdadeiro Santos.

“Ser antes de fazer”, é nunca esquecer quem é, o que é, e o que deve exigir e esperar de si mesmo.

Entre tantas lições aprendidas e preconizadas pelos jogadores do Santos, talvez a maior delas é  a que  afirma que ” o maior vencedor é aquele que vence  as  próprias limitações”.

A superioridade do adversário deve ser devidamente avaliada  e apontados os erros e dificuldades  ( inclusive os de ordem psicológica) e não servir como “ganchos” ou “gavetas” onde possam ser “acomodadas” como   justificativas  para   ineficiências técnicas e psicológicas  ante a derrota.

As vitórias nos ensinam  importantes  lições, porem a derrota quando bem avaliada e assimilada,  nos ensina com  amargas  lições  as verdadeiras razões  e o real  conteúdo das nossas ineficiências.

Força rapaziada do Santos, o resultado não foi bom, mas talvez esta  lição possa ser importante passo para futuros  triunfos e  títulos no ano de 2012.

Quando atingimos um determinado limite devemos nos reinventar para atingir novos patamares e atingir limites e objetivos mais ousados.

Ao enfrentar grandes decisões devemos tomar nenhum caminho como caminho, e nenhum limite  por limite.

Somente assim poderemos enfrentar o adversário com igualdade de condições dentro do seu próprio jogo, neutralizando  sua estratégia ao não sucumbir  ante a mesma.

Penso que a equipe do Santos subestimou  suas potencialidades, possibilidades, e capacidade de enfrentamento e superação.

Murici Ramalho  pensou mal a estratégia do jogo?

Penso que não, pois não existe estratégia que dê certo quando cedemos ao adversário a iniciativa e o controle do combate.

“De nada vale o  corpo  bem preparado se a mente e o espírito não tiverem ânimo” (Bruce Lee).

Passarinho+

Educador Técnico Específico e Formador de Goleiros.

Trabalhos Técnicos Compostos. G.E.Brasil 1997

Posted by Passarinho+ | Artigos | sexta-feira 14 outubro 2011 20:33

Trabalho Técnico Composto.

Quando comecei a orientar e treinar goleiros no início de 1983, na primeira temporada pude aplicar tudo o que até então sabia, tinha observado e aprendido como goleiro.

Após breve temporada percebi que meus trabalhos começavam a repetir-se e este tipo de situação não era bem o que eu desejava para a minha nova  carreira como programador  de treinamentos para goleiros, foi quando lembrei e comecei a praticar a filosofia do meu ídolo na vida, esporte  e Artes Marciais, Bruce Lee.

Dizia ele,“Devemos ser frutos de nossos conhecimentos e experiências, não de estilos ou verdades supremas (falsas)” (Bruce Lee).

“A verdade não deve ser confinada, pois onde não há liberdade  não há criação”.

Aproveitando este provérbio aplico que “verdades e realidades técnicas não podem  ser confinadas pois quando isto ocorre, confinamos  também nossa capacidade de criar, inovar e evoluir”.

Criar as vezes pode significar inovar e desenvolver, já  ”inventar” nem sempre significa inovar.

Comecei então a elaborar  determinados trabalhos técnicos nos quais pude desenvolver movimentos compostos  aplicando como alternativa, técnicas  mistas.

Procurei nestes  trabalhos técnicos mesclar  vários movimentos como; quedas  lateralizadas com recepção manual média,queda frontal, queda lateral levantando com giro por dentro e assim por diante.

Consegui bons  resultados com este tipo de treinamento e então passei a chamá-los de Trabalhos Técnicos Compostos visto que os mesmos  abrangiam  em uma única movimentação diversas  técnicas.

É bastante simples e funcional pois o goleiro ao executar este tipo de trabalho, é exigido na parte física, técnica,mental e percepcional.

Na parte física o goleiro as vezes pode acionar sua memória muscular.

Isto ocorre quando o goleiro repete tanto determinados  movimentos físicos e técnicos, que pode  reagir tecnicamente executando estes movimentos muitas vezes  sem ordem específica do cérebro (ato reflexo utilizando técnica instintiva).

O trabalho técnico composto realizado com Cássio e Alex Figueiredo (1997, imagens iniciais), constituía dos mesmos receberem a bola em sobre quique no canto,  e com posterior deslocamento lateral dirigiren-se ao canto oposto recebendo então um arremesso (chute) de bate pronto, com relativo grau de dificuldade em potência, distancia, perímetro de atuação e tempo de bola(timing).

A atenção deve ser constante e o desenho mental deste trabalho (trilha) deve ser bastante preciso. Chamo de trilha mental  a percepção  que o goleiro deve desenvolver neste trabalho técnico composto, isto é;  como o trabalho técnico começa,onde começa, quando  recebe a bola, qual técnica utilizar, como utilizar esta técnica, e como são finalizadas as ações técnicas específicas.

Existe determinada intensidade neste treinamento devido a  certa tensão e pressão visto que o goleiro tem de  completar vários  estágios neste tipo de trabalho tais como; desenhar mentalmente a trilha física e técnica do trabalho,estar no local certo, na hora certa, e aplicar corretamente as técnicas necessárias a cada situação.

Goleiros: Cássio, Alex Figueiredo e Rodrigo.

Local: Estádio Bento Freitas.

Clube:Grêmio Esportivo Brasil (Pelotas-R-S).

Ano: 1997.

Abraço a todos.

Passarinho+

Educador Técnico Específico e Formador de goleiros.

Chutes Angulares na diagonal. Quebrando a Rotina

Posted by Passarinho+ | Artigos | quarta-feira 14 setembro 2011 22:04

Chutes Angulares na diagonal.

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Quebrando a Rotina.

Após cumprir determinadas etapas em meus treinamentos técnicos e específicos, costumo testar meus goleiros executando chutes a gol em diversas angulações para que os mesmos possam demonstrar se correspondem as exigências físicas e técnicas e demais  peculiaridades neste tipo de treinamentos (chutes angulares altos).

Trata-se de situação real de jogo, onde procuro colocar a bola na angulação superior para poder avaliar nos meus goleiros as seguintes  aplicações técnicas:

Desvio e condução manual  de bola(mão trocada), impulsão lateral lançada, alcance físico nestas angulações (distancia alcançada na queda lateral lançada) e envergadura física do goleiro nesta queda com extensão corporal.

Costumo executar este tipo de treinamento, até  para quebrar uma possível rotina nos trabalhos técnicos específicos onde são utilizados cones, cordas, estacas e outros tipos de marcadores.

Neste tipo de treinamento o goleiro deve aplicar todos os fundamentos e técnicas até então aprendidas,  após aprender o mesmo tem que treinar,aplicar,repetir e experimentar.

Mais uma vez exigi angulação aberta dos meus goleiros, justamente para testar os itens físicos e técnicos  que acima descrevi.

Também gosto de executar chutes a gol com voleio frontal onde os goleiros devem enfrentar diversas situações frente a frente com o adversário (o profissional Vagner me auxiliou neste treinamento).

Outra situação que aprecio  treinar e que aparece neste vídeo, é o goleiro ter de enfrentar o adversário não somente em plenas condições de finalização, mas o mesmo ao finalizar, ter a opção de também escolher o canto.

O objetivo deste treinamento é para que o goleiro ao enfrentar esta situação,possa  controlar e dominar possível stress técnico e emocional  quando estiver frente a frente com os adversários.

Não pode desviar sua visão primária na bola, virar o rosto para o lado, tentar adivinhar ou precipitar  movimentos técnicos.

Deve fazer correta leitura do lance e situação, observando e  interpretando em detalhes todos os movimentos do adversário.

Se possível, tirar vantagem física, técnica  e estratégica deste momento e do adversário, levando-o a precipitar-se em sua finalização técnica.

O goleiro  sempre que possível deve tentar induzir o adversário a errar. Para isto o mesmo deve em primeiro lugar manter a calma mas desenvolver  com rapidez seu raciocínio técnico.

Se souber ler e interpretar o lance em que estiver envolvido, certamente saberá prever e solucionar tecnicamente diversas situações no seu perímetro de atuação.

Costumo orientar que o goleiro não pode entrar em pânico quando estiver na eminência de tomar o gol. Para agir com consciência técnica “deve estar pronto, não tenso”.(Bruce Lee).

Em suas carreiras como goleiros, certamente enfrentarão diversas vezes situações como estas.

(imagens na segunda parte do vídeo).

Os goleiros  com imagens neste vídeo são os seguintes:

Djonatan, Ricardo Gral, Cassen, Mário, Rafael, Feijão e Vitor.

Escola Passarinho Golkeeper.

Orientador Técnico Específico: Passarinho+

Colaboradores.

Local: Campo do Batalhão Tuiuti (Pelotas-RS).

Ano: 2010.

Abraço.

Passarinho+

Educador Técnico Específico e formador de Goleiros.

Utilizando a técnica Mão Trocada

Posted by Passarinho+ | Artigos | terça-feira 13 setembro 2011 19:38

Utilizando a Técnica da Mão Trocada.

Minha primeira  experiência com esta técnica.

Em meados de 1975 (Junho),eu atuava como centro avante no grupo profissional do G.E.Brasil  de Pelotas (em 1976 voltei para o gol), quando  vi chegar um goleiro vindo do E.C Santa Cruz da cidade de Sta. Cruz do Sul(RS), seu nome,Sérgio.

Sérgio era um goleiro alto,magro e com uma segurança técnica invejável.

Já no primeiro treino o goleiro Sérgio fechou o gol vindo a tornar-se depois um dos grandes goleiros do futebol gaúcho, bem como da história do  G.Esportivo Brasil  onde permaneceu até meados de 1977.

Treinando com este excelente goleiro, pude observar que em chutes com angulação alta, o mesmo ao alcançar a bola, com um leve toque conduzia ou desviava esta bola, para cima ou para os lados com impressionante  simplicidade técnica.

Tinha uma precisão quase cirúrgica  neste movimento técnico, e o mais importante a meu ver, não era espalhafatoso quando executava este tipo de defesa.

Na angulação média utilizava de forma segura a mão preferencial. Na angulação máxima, ele apenas trocava de mão (mão não preferencial) e facilmente alcançava a trajetória da bola desviando-a com extrema eficiência técnica.

Era frustrante ver a bola procurar o ângulo, e como um felino o goleiro Sérgio saltar e desviar a bola utilizando esta  técnica específica.

Até então não tinha visto outros goleiros executarem  aquele movimento, especialmente com aquela técnica específica (possuía controle absoluto sobre este fundamento técnico).

Atualmente os goleiros utilizam bastante  este fundamento técnico. Algumas vezes por evidente necessidade técnica, já em outras, penso que exageram ao super valorizar defesas com  grau de dificuldade bem controláveis  tecnicamente falando (pirotecnias técnicas saudadas como excepcionais defesas na TV).

Respeito tem opinião diferente, porém  o que tenho visto  com certa freqüência são algumas defesas sensacionalistas utilizando esta técnica (mão trocada), e outras  realmente difíceis e  sensacionais no mesmo tipo de lance.

Em 1980 tive a oportunidade de trabalhar com outro goleiro no  G.A Farroupilha(Pelotas-RS)  chamado “Paulinho Bruxa” (outro excelente goleiro).

O goleiro Paulinho não apenas utilizava esta técnica, mas treinava com muita freqüência este fundamento técnico.

Lembro que após os treinos ficávamos treinando e ele pedia que eu lançasse com as mãos a bola por cobertura ou com o pé para ele treinar este tipo de intervenção.

Acompanho futebol desde 1962 ( tinha 8 anos), e a partir de então tenho acompanhado tanto o futebol profissional quanto o amador, sempre observando os goleiros, suas defesas,intervenções, técnicas,“pontes” ou “capas”(como eram chamadas as pirotecnias físicas e técnicas muito utilizadas na época. Até eu quando joguei as vezes gostava de alçar vôos em algumas “pontes”).

Repito que até 1975  não lembro da utilização desta técnica de forma  freqüente, se é que a utilizavam.

Como prova disso aplico que é só olhar as imagens dos goleiros e suas defesas nos anos 60 e 70, para poder comprovar quantas defesas eram praticadas utilizando este recurso técnico ( mão trocada).

Quem acompanhou o futebol nesta época sabe que os atacantes chutavam muito, e muito bem.

Isto eu pude testemunhar primeiro como torcedor depois como goleiro profissional.

Vi e vivi estes tempos e fatos. Saber bater bem na bola nesta época não era qualidade técnica , era obrigação.

Voltando as defesas, acho que vi o goleiro Yachim, goleiro da Rússia (o Aranha Negra) realizar uma ou outra defesa neste estilo utilizando esta técnica(mão trocada) no mundial de 1966.

Mão trocada, um fundamento técnico ou uma técnica complementar?

Penso que esta é uma técnica complementar e que deve servir apenas  para simplificar as defesas e não  para super estimar as mesmas.

Não deve ser utilizada como  pirotecnia técnica dentro do gol, mas sim ser executada com simplicidade, segurança e eficiência.

Ao executar a troca de mão (trocando a preferencial pela não preferencial), este tipo de ação técnica proporciona ao goleiro, não apenas maior e melhor alcance físico na bola (envergadura), mas também melhor  alinhamento do goleiro quanto a trajetória da bola ao utilizar esta adequada expressão corporal.

Isto pode significar não apenas eficiência técnica no lance, mas também ação física confortável ao goleiro neste tipo de situação.

A beleza desta defesa não está no salto espetacular que o  goleiro realiza para alcançar a trajetória da bola, mas sim na simplicidade técnica que utiliza ao realizar este tipo de defesa.

Sou de opinião que toda a técnica deve ser utilizada dentro de algumas  necessidades:

Necessidade física : Tentar alcançar e cobrir com eficaz alcance corporal, distancia e demais angulações no perímetro de atuação do goleiro.

Técnica específica: Cada situação tem suas peculiaridades físicas e técnicas, podendo  exigir técnicas especificas para atender situações com peculiaridades diferenciadas.

Circunstancial: Para evitar o gol, às vezes o goleiro tem a necessidade de improvisar para  conseguir superar, e adaptar determinadas técnicas para conseguir concluir algumas defesas.

Nesta situação os fins justificam os meios quando o objetivo maior for evitar o gol.

*O goleiro Selmar (camisa verde) na sua sequencia de desviar a bola utilizando mão trocada, num determinado momento por necessidade no lance, utilizou a mão preferencial (sua mão direita)para evitar que a a bola entrasse em seu gol. Achei válida a sua ação técnica pois teve que improvisar, superar e adaptar.

Fora disto o goleiro pode banalizar determinadas técnicas ao constantemente recorrer as mesmas  sem a devida necessidade.

Neste caso  corre o risco de, ao buscar sempre a mesma solução,vir a  utilizar as tais técnicas facilitadas (bolas da segurança), que no futuro podem vir a ser a causa das ditas técnicas problemáticas.

Bons  goleiros não se caracterizam somente pelas boas defesas que realizam, mas sim pelas técnicas simples e eficazes que aplicam nestas defesas.

Os goleiros Alex, Rodrigo e Selmar  aparecem neste vídeo gravado em 1997 (G.E.Brasil de Pelotas), quando realizei um treinamento específico para utilização e aprimoramento desta técnica.

Realizei este treinamento utilizando na primeira fase, indução técnica enviando bola alta e por cobertura utilizando as mãos(bola pingada).

Em treinamentos  permito que meus goleiros utilizem impulsões com saltos bastante amplos quando utilizo indução manual para enviar bola por cobertura.

Faço isto visto que em algumas situações, o goleiro pode vir a ser surpreendido em uma bola por cobertura do tipo “bola pingada”(bola alta, caindo as costas do mesmo, bem junto ao travessão).

Este tipo de bola certamente exigirá do goleiro importante  força muscular para que o mesmo consiga num único salto, cobrir distancia,altura, angulação e trajetória desta bola, para então conduzir ou desviar a bola para fora  do seu gol.

Os goleiros Alex e Selmar primeiro treinaram com indução técnica manual.

Depois Alex e Rodrigo foram treinados com chutes a gol por cobertura, quando então puderam praticar a técnica da mão trocada com a simplicidade e eficiência que esta técnica requer.

Nos chutes por cobertura costumo observar e avaliar meus goleiros  quanto a sua performance física, técnica, e timing do goleiro quanto a trajetória da bola neste tipo de treinamento.

Na seqüência deste treinamento realizei chutes angulares onde o goleiro Alex Figueiredo, entre outros tipos de intervenção e recepção, pode aplicar num arremesso a técnica da mão trocada em uma bola com trajetória angular alta e extensa.

Goleiros: Alex Figueiredo, Selmar, Rodrigo (vídeo).

Local: Grêmio Esportivo Brasil (Pelotas-RS).

Estádio: Bento Freitas.

Ano: 1997.

Fotos: Goleiros profissionais, Robson, Sidnei e André Soré. Clube: Associação Atlética Internacional de Limeira.

Cidade: Limeira.

Estado: S. Paulo.

Ano: 2000.

Estádio. Major Levi Sobrinho.

Tema musical no vídeo: Grupo Silver Connection.

Musica: Fly Robin Fly (Voa, Robin, Voa).

*Meu grande abraço a toda a comunidade Limeirense (em especial a Esportiva), cidade de onde tenho as melhores recordações.

Breve estaremos retornando.

Voltaremos a falar sobre o tema técnica da mão trocada com texto e novas imagens.

Um forte abraço.

Passarinho+

Educador Técnico Específico e formador de goleiros.

Não basta querer, tem que fazer. Não basta saber, tem que aplicar (Bruce Lee)..

Posted by Passarinho+ | Artigos | sábado 10 setembro 2011 20:18

“Não basta querer, tem que fazer. Não basta saber, tem que aplicar” (Bruce Lee).

Após treinamentos técnicos e inúmeras repetições é chegada a hora de colocar a prova todos os conhecimentos adquiridos. Aplicação técnica nos fundamentos, técnicas específicas, e observar se houve evolução técnica dos goleiros e o nível técnico alcançado  nesta evolução.

Treinamentos envolvendo  chutes a gol, auxiliam o Educador Técnico Específico (treinador de goleiros)   a observar  deficiências técnicas localizadas, peculiaridades destas deficiências, bem como  o percentual de aproveitamento(positivo ou negativo) de cada goleiro neste tipo de treinamento.

Não é fácil começar! Um dos provérbios preferidos de Bruce Lee  era , “Se quiseres  aprender a nadar deves primeiro entrar na água”.

Nestas imagens  aparecem boas defesas  com  razoável consciência técnica dos goleiros.

Em algumas defesas penso que  tecnicamente responderam até de forma satisfatória  quanto ao que lhes foi passado e orientado num  curto período de aprendizado e treinamentos na Escola Passarinho Golkeeper (pouco mais que 60 dias).

Costumo orientar que “goleiro não é cafezinho que podemos fazer a qualquer hora ou  em 5 minutos” .

É um processo que envolve informações  qualificadas sobre os fundamentos,  aplicações físicas e  técnicas  nestes fundamentos, treinamentos específicos, amadurecimento pessoal e profissional do atleta.

Após superar algumas etapas  já é possível observar  progressos físicos e técnicos  neste goleiro bem como demais qualidades. Isto  não ocorre antes do mesmo dar mostras  de dedicação, envolvimento e persistência.

Não editei os chutes a gol pois  não tenho preocupação quando erro alguns chutes  em minhas filmagens.

Aproveito esta situação para observar nas imagens a atitude física,técnica e mental dos meus  goleiros, mesmo quando a bola vai para fora.

Observo posicionamento, colocação, e se o goleiro costuma ficar apenas  ”torcendo” ao desconfiar que não chegará a tempo em determinadas trajetórias  da bola e suas angulações  (famoso golpe de vista).

Em alguns chutes a gol, solicito aos meus goleiros que deixem a angulação lateral totalmente  aberta visto que este grau de dificuldade  faz parte de alguns  trabalhos técnicos que gosto de realizar.

A conta que faço é a seguinte:  distancia x tempo para alcançar  determinadas  angulações, utilizando deslocamentos lateralizados + impulsão e queda lateral lançada.

Gosto de expor meus goleiros a este tipo de dificuldades(deixar angulação  aberta) para que os mesmos após este tipo de treinamento,  ao buscar  um posicionamento mais centralizado (colocação), venham a desenvolver a confiança necessária  para cobrir e fechar determinadas  angulações com amplas  possibilidades de sucesso.

É como me referi anteriormente sobre a resposta do oficial japonês “Treinar em condições difíceis para poder lutar fácil”.

Neste caso  é muito importante atuar com a experiencia e a confiança de quem já foi exposto a situações com expressivo grau de dificuldade, buscando nesta prática, a eficiência física e técnica para enfrentar e solucionar  situações com diferentes graus de dificuldades (GDS).

Outro importante  objetivo deste trabalho é avaliar as respostas  físicas e técnicas destes goleiros, seus deslocamentos, impulsões e alcance angular em bolas com trajetórias altas,extensas e lateralizadas.

Quando se trata de executar defesas, não creio em pensamento positivo, creio sim em ações positivas (físicas e técnicas).

Devemos primeiro agir, depois  então poderemos torcer para que as coisas aconteçam conforme nosso planejamento.

Nestes vídeos é possível observar um pouco de tudo. Boas defesas, falhas técnicas, fundamentos, algumas bolas realmente indefensáveis,falhas por precipitação ao tentar adivinhar a trajetória da bola, goleiro na condição de “torcedor de jogo de tênis” (ver  bola passar e ficar torcendo) e por aí vai.

Mesmo assim gostei das imagens visto o pouco tempo de treinamento e orientação técnica específica que foram submetidos estes  goleiros (2 meses no máximo).

O envolvimento físico, técnico e emocional dos goleiros  neste treinamento, a meu ver foi muito bom.

Existiram algumas bolas cuja trajetória e angulação foram  “na gaveta”, mas  quem deseja  ser goleiro deve prematuramente acostumar-se com as dificuldades e  riscos da posição.







Na segunda parte das imagens Golkeeper, selecionei alguns trabalhos técnicos e compostos com o objetivo de aprimoramento físico, técnico e especifico.

Nestes trabalhos podemos observar no  aquecimento a aplicação de alguns fundamentos técnicos e específicos  para melhor controle de bola na necessidade do goleiro  ter de sair jogando utilizando  os pés (se não souber, neste fundamento teremos a certeza de dificuldades garantidas).

No futebol atualizado, o goleiro deve possuir  controle e domínio técnico sobre a bola,quite de bola, boa execução de passe, reposição de bola e demais habilidades que podem ser treinadas, visto que em  algumas situações  de extrema necessidade, os zagueiros poderão  recuar a bola para o goleiro e este dentro das suas “habilidades”,  deverá dar continuidade a jogada de forma simples e eficaz,de preferência  sem inventar.

Assim como “ovelha não é pra mato”(ditado gaúcho),  eu aplico que “ quem gosta de  inventar é inventor”.

Breve postarei imagens onde  alguns goleiros “inventaram” na hora e situação errada. Infelizmente estas invenções acabaram grandes  lambanças e gols do adversário.

Habilidade técnica com bola utilizando os pés  é um talento que, ou nascemos  com ele, ou temos de trabalhar para desenvolve-lo mediante repetidos treinamentos técnicos.

Este tipo de habilidade não costuma surgir do nada segundo nossa vontade. Temos de trabalhar muito  para aprimorar ,desenvolver e qualificar este tipo de habilidade pois “a natureza não da saltos”

Os goleiros que aparecem nestas imagens são os seguintes:

Djonatan, Mário, Cassen, Vitor, Ricardo Gral, Rafael, Feijão e Nicolas.

*Neste  vídeo também contei com a participação do goleiro profissional Gilmar, grande amigo e qualificadíssimo  profissional,  que muito nos auxiliou nos treinamentos com sua excelente participação demonstrando como deveriam ser executados determinados movimentos físicos , técnicos  e específicos.

Um forte abraço.

Passarinho +

Educador Técnico Especifico e formador de goleiros.


Bola Aérea, Prever trajetória ou futuro da trajetória da bola?

Posted by Passarinho+ | Artigos | sábado 3 setembro 2011 21:10

Bola Aérea.

Costumo orientar  meus goleiros que em suas intervenções em bola aérea, os mesmos devem num primeiro momento  prever  a trajetória desta bola aérea, para  no momento seguinte  locomover-se e colocar-se  abaixo  desta trajetória, para então intervir e solucionar tecnicamente  determinadas situações,  que a primeira vista  podem parecer simples  e fáceis mas  que na realidade  não são tão fáceis assim.

É só observar o elevado número de gols marcados atualmente utilizando como  jogadas ensaiadas  situações que envolvem   a tão antiga e marcada bola parada.

Ações  como prever a trajetória da bola aérea  e  intervir  tecnicamente nesta bola  utilizando  eficiência locomotora, proporcionará ao goleiro  adequações físicas e técnicas  que denomino  como  timing  técnico nas  intervenções em bola aérea.

Um bom timing em bola aérea  deve  incluir: bom posicionamento,  cálculo da distancia bola, percepção de trajetória da bola aérea, avaliação correta quanto ao efeito e velocidade desta  bola aérea, técnicas específicas (técnica de afastamento da bola utilizando os punhos, ou  desvio da bola utilizando condução manual  alterando a trajetória intermediária da mesma), campo visual, visão primária bola, secundaria e  periférica no perímetro de atuação do goleiro e etc.

*Brevemente  postarei matéria  sobre visão primária, secundária e periférica dos goleiros no seu perímetro de atuação.

Esta série de observações num primeiro  momento pode parecer confuso ou difícil de executar mas podem acreditar, existem treinamentos  especiais que podem contemplar com êxito todas estas situações e suas respectivas exigências técnicas .

Costumo orientar que prever  a trajetória da bola aérea é uma coisa, já tentar “adivinhar”  esta trajetória  é outra.

Precipitar movimentos   não é o mesmo que antecipar movimentos.

Ao cometer este equívoco físico e técnico,  o goleiro pode  colocar  em risco  o seu gol, ao configurar não uma saída de gol em bola aérea, mas  sim abandono do mesmo a própria sorte,  por pura precipitação física e técnica.

O que é  prever o futuro da trajetória da bola?

Costumo aplicar que para prever o futuro da trajetória da bola aérea, devemos executar  um conjunto de ações devidamente  calculadas que incluem perguntas e respostas técnicas tais como;  onde estou, para onde devo  ir, como chegar de forma eficaz  onde deverei  estar ( lugar e hora certa), e  qual melhor técnica aplicar.

Quando a bola viaja o goleiro deve perceber sua trajetória, mas só perceber não basta, tem de prever e calcular por onde  esta bola  passará, quando, como,  e  até onde  poderá chegar.

Isto eu chamo de prever trajetória e  futuro da trajetória da bola aérea.

Se na soma destes cálculos o goleiro pressentir  que pode  alcançar esta bola ampliando ação  física e técnica no seu perímetro de atuação, o mesmo   obterá  sucesso nesta intervenção,  pois conseguiu  perceber e prever   de forma simultânea,  não apenas a trajetória inicial da bola mas também  o futuro desta trajetória  e  suas fases subsequentes (trajetória intermediária e final desta  bola aérea).

As  vezes  ao enfrentar algumas  situações difíceis, permitimos que  nosso corpo assuma total controle físico, técnico e emocional nestas situações.

Isto ocorre de forma  automática acionando de imediato   nossas memórias (técnica e muscular) bem como todas as qualidades físicas e técnicas acumuladas ao longo dos nossos treinamentos.

“Qualidade técnica não é uma benção que cai do céu,qualidade técnica  é uma conquista que somente os persistentes podem  alcançar”.

(Passarinho+).

O que é aprendizagem?

“Uma jornada e um processo, nunca um fim ou uma conclusão.

O que é um instrutor?

Um guia,  nunca um sentinela ou um ditador.

(Bruce Lee).

Abraço a todos.

Passarinho+

Educador Técnico Especifico e formador de goleiros.

Imagens Coordenação Motora+Eficiência Locomotora.

Posted by Passarinho+ | Artigos | terça-feira 30 agosto 2011 12:08

Coordenação Motora + Eficiência Locomotora.

Quando pretendemos praticar qualquer esporte, devemos observar se possuímos aptidões físicas, técnicas e psicológicas para participar e  praticar o esporte que escolhermos.

No caso dos goleiros junto a outras observações, procuro avaliar  se meus goleiros possuem razoável coordenação motora, ou potencialidades para aprender e desenvolver movimentos físicos , técnicos,  coordenados e pré determinados.

Para  atuar como goleiro devemos  possuir não apenas  vontade para ser um bom goleiro, temos  que avaliar nossas potencialidades físicas e técnicas para poder vir a ser um “grande goleiro” e não apenas “um goleiro grande” (existem constatações práticas  desta afirmação).

Uma Boa estatura pode ajudar desde que  o goleiro saiba tirar determinadas vantagens da sua  boa estatura.

Costumo orientar que embora  a boa estatura possa ajudar,  não soluciona as demais exigências físicas, técnicas e psicológicas.

Existem situações recorrentes da  posição que podem envolver  goleiros com  baixa estima,  preguiça, acomodação técnica e profissional, bem como baixa motivação no quesito   persistência.

Tenho opinião que os principais predicados  para se formar um bom  goleiro são; 99 %  persistência e 1%  vocação .

“Penso que nada supera a persistência, nem o talento, pois já vi muitos talentosos fracassarem.

Nada supera a persistência, nem a genialidade, pois o mundo está cheio de  gênios  incompreendidos.

Somente a persistência pode  acrescentar aquele  “algo mais” ao talento e genialidade, pois sem persistência, talento e genialidade  podem não passar de simples palavras”(Passarinho+).

Os primeiros passos.

Aplico  que o  primeiro passo para os goleiros  é aprender a locomover-se com naturalidade, confiança e desenvoltura no seu   perímetro de atuação (goleira, e imediações da  pequena  e grande área).

Isto eu  chamo de “processo de aprendizagem e familiarização do goleiro em  seu perímetro de atuação”.

Deve saber  controlar e  executar   uma série de movimentos  como deslocar-se para frente e  para trás(progressão anterior e posterior), deslocamentos lateralizados (lateralidade) e  diagonal (esquerda e direita com progressão anterior e posterior).

Tudo isto serve para que o goleiro no momento da sua  intervenção, com  movimentação adequada,  saiba o que fazer, como fazer, e quando fazer.

Se não souber movimentar-se adequadamente,  poderá não saber escolher o momento oportuno e quando aplicar a melhor técnica.

Neste caso   poderá comprometer significativamente toda estimativa de eficiente  aplicação técnica se  não executar eficaz movimentação física.

Quando já souber movimentar-se  poderá  dominar tecnicamente  as  demais  movimentações como os fundamentos, técnicas, e técnicas específicas.

Não se começa a construção de uma casa pelo telhado.

A base começa por sólidas estruturas, o goleiro começa por eficiente e eficaz movimentação .

Sem razoável coordenação  e eficiência locomotora,  os demais avanços físicos e técnicos  poderão ser prejudicados.

Os goleiros da Escola Golkeeper nestas imagens são os seguintes:  Djonatan, Leonardo, Mário, Cassen e Vitor.

Obs.: Os movimentos executados pelos goleiros neste vídeo não são coreografias, mas sim movimentos executados  dentro da orientação passada aos mesmos  como movimentos coordenados e eficiência locomotora.

Sem compreensão, conceito físico e técnico  dos  movimentos e coordenação motora , torna-se difícil aplicar aos fundamentos, técnicas  que exijam coordenação e eficiência locomotora.

No Boxe, o  boxeador  após aprender várias  técnicas sobre sôcos, esquivas e  técnicas de aproximação,  também deve aprender e desenvolver um fundamento  essencial a sua movimentação  quando em luta chamado de “jogo de pernas” (eficiência física e técnica  visando melhorar deslocamentos e  movimentação  dentro do ringue).

Feito isto, este boxeador para vir a tornar-se  um verdadeiro campeão, deve em luta,  saber aplicar e impor a técnica da sua “dança” aos seus adversários . Isto é , impor  seu  ritmo de luta de acordo com sua  técnica e movimentação.

O que é a “dança”?

No boxe, “a dança” é a movimentação física e técnica (incluindo jogo de pernas) que obriga o adversário a movimentar-se (dançar) segundo  nosso ritmo de luta.
Nesta condição impomos o ritmo que desejamos sem nos submeter ao ritmo de luta que o adversário venha a propor.

Nesta situação o  melhor preparado poderá propor e  impor o ritmo que quiser  dentro das  condições  que lhe forem  mais  favoráveis .

No caso dos goleiros,  com  conhecimento técnico, movimentação, coordenação e eficiência locomotora, o goleiro poderá impor as condições que desejar dentro da sua pequena área e imediações, ou seja, nestes limites os adversários  vão dançar o ritmo que o goleiro determinar.

Isto significa atuar com segurança, qualidade técnica e orientação tática constante a sua defesa para que os adversários não venham a sentir-se á vontade dentro da sua pequena e grande área.

Encarando os fatos, no gol  não podemos ganhar sempre, mas  tentar realizar o melhor não é dever,

é obrigação !!!

(Passarinho+).

Abraço a todos.

Educador Técnico Especifico na formação de goleiros.

Bola molhada, técnica de condução consciente ou bola da segurança?

Posted by Passarinho+ | Artigos | sábado 27 agosto 2011 12:00

Técnica da condução lateral consciente,  ou  “Bola da segurança”?  (Rebater para onde for possível).

Bola da segurança.

Recurso  técnico?, Rebote? Ou falta de confiança técnica   nas demais  qualificações  técnicas  específicas?

Sobre estas questões penso que tudo depende da visão, critério e conceito que o goleiro possui de   como e quando aplicar  as ditas técnicas da “bola da segurança”!

Já a algum tempo está em grande evidência,  os goleiros rebaterem a bola para frente e  alguns narradores e comentaristas de radio e  TV (não  todos), considerarem estas defesas  como “ defesas milagrosas, fora de série  ou sensacionais “.

Não posso negar  que algumas ótimas  defesas  ocorrem   nestas situações (chutes a queima roupa  quando  os goleiros defendem  a bola  com extrema rapidez técnica e velocidade de reação).   Porem esta situação a meu ver não ocorre com a freqüência que são  comentadas, divulgadas e super estimadas.

Observo que saiu do vocabulário esportivo as ditas  ”defesas difíceis”, ou “o goleiro executou  uma  defesa sem grandes dificuldades técnicas “.

Tudo virou “sensacional, milagre,  defesa do século ou a maior defesa da historia do futebol”.

Sempre irei combater as defesas super estimadas pois entendo que cada defesa possui seu respectivo grau de dificuldade e  que deve ser valorizada pelo grau de dificuldade enfrentado pelo goleiro,  e não pela emoção do momento, nome do goleiro, clube que atua, seleção  e até mesmo outros interesses.

Como Educador Técnico Específico na preparação e formação  de goleiros , sempre irei avaliar primeiro as dificuldades técnicas  destas defesas  tais  como , técnica executada, situações e circunstancias,  e o diferencial realmente fora do trivial nestas defesas.  Não o emocional,  a plástica ou a pirotecnia  executada pelo goleiro ao executar tal defesa.

O milagre está na dificuldade na defesa  e não na pirotecnia física e técnica do mesmo (goleiros  super estimando saltos quando podem executar defesas de  forma  simples,eficientes e  sem grandes acrobacias. Lembremos Tafarell).

Costumo orientar que defesas super estimadas são defesas  que contemplam  apenas uma  parte da realidade, a  outra fica por conta da vontade,  emoção e imaginário de quem observa e divulga  tais   defesas  valorizando-as  muitas vezes bem acima da realidade,fatos e   imagens .

O pior é quando os goleiros passam a acreditar nestas defesas com evidente  insuficiência  técnica,  acreditando  que  realmente produziram  os “propagados   milagres”, utilizando a tão falada   técnica  da  “bola da segurança”.

Procuro lembrar sempre aos meus goleiros que não confundam defesas do tipo “bola da segurança”, com “rebotes  em dois tempos ou segunda bola”.

Tenho visto isto acontecer  em rebatidas  na bola, “manchetes” e outros tipos de  rebotes  oferecidos  muitas vezes de forma desnecessária ao adversário,  pela opção  técnica do goleiro de utilizar a técnica da hora, a  mais fácil  e não  tecnicamente a  mais simples e segura.

“Bola da segurança” são  defesas realizadas dentro de condições  previamente  identificadas   pelo goleiro como defesas simples porém   com relativo Grau de Dificuldade (simplificar para não complicar).

Nestes casos claro que  é melhor simplificar com segurança do que tentar finalizar  uma defesa  em situação de  “risco e dúvida  técnica”( como e quando  aplicar circunstancialmente determinadas técnicas específicas ).

É possível simplificar conduzindo conscientemente  a bola para cima, para os lados ou para a linha de fundo, utilizando técnica  consciente  correspondente as necessidades do goleiro no respectivo lance (sem pirotecnias).

A bola deve preferencialmente ser desviada  para as laterais  para que o goleiro possa vir a tirar vantagem física, técnica  e  estratégica  da situação, onde a relevância está em alem da defesa, no imediato reposicionamento físico  do goleiro  tão logo o mesmo  execute esta  defesa  ou intervenção.

Rebater bola para frente, defender com o pé e outras situações, a meu ver, tem valor técnico  e intervencionista,  quando não existir na situação outro recurso técnico e imediato a executar.

Refiro-me a situações  onde o goleiro deve responder imediatamente   com  rapidez  de reação física e técnica , superação, improvisação e adaptação imediata  ao inesperado .

As vezes o goleiro deve utilizar os pés para realizar inesperadas e difíceis defesas  utilizando ação técnica  instintiva para evitar o gol visto que em algumas situações  “as finalidades podem  justificar os meios”.

Uma bola chutada  a queima roupa é uma destas situações.  Um potente cabeceio com bola em trajetória  na linha dos 3 ou 4 metros do goleiro é outra situação plenamente compreensível.

Agora, “espanar” a bola em arremessos de  média e longa distância, penso que é baixa  qualidade técnica  e duvidosa confiança nos quesitos técnicos  que denomino como, recepção manual média , condução lateral da bola utilizando técnica consciente,  e captura  da bola  com finalização   técnica segura e  firme.

“Espanar a bola” não é o mesmo que conscientemente “conduzir espalmando”.

Conduzir espalmando  requer consciente ação técnica.

Já “espanar” não requer técnica nenhuma que não seja   apenas colocar a palma da mão na bola (“palma de ferro”)   sem a preocupação ou consciência técnica de que este procedimento muitas  vezes pode gerar situações de grande stress  físico, técnico e psicológico (pressão constante do adversário)   a todo seu  sistema defensivo,  aumentando desta forma as possibilidades  de vir a tomar o gol se o adversário apanhar este rebote   renomeado e divulgado  a meu ver de forma equivocada  como  “ bola da segurança”.

Bola da segurança é aquela bola que   o goleiro defende utilizando técnicas  amplamente  treinadas de forma  simples e segura.

Bola da segurança deve preservar a simplicidade e não banalizar a nem sempre confiável  facilidade técnica.

Tais técnicas devem ser constantemente treinadas  e  atualizadas dentro do prazo de validade(lembrar,executar e  revisar).

Se este prazo de validade estiver vencido ou desatualizado (técnicas especificas  não treinadas e aplicadas  regularmente),  nos jogos o goleiro e sua equipe certamente sentirão  todos os efeitos colaterais desta desatualização técnica e suas nefastas conseqüências.

Perdemos uma copa do mundo numa situação onde o nosso  goleiro da Seleção Brasileira, Júlio César,  falhou num lance relativamente simples que redundou no gol que abalou toda nossa seleção.

Quem  arcou com o maior prejuízo? O técnico  Dunga e toda sua equipe de trabalho!

Júlio César não foi o único culpado por nossa desclassificação, não falhou por que quis, mas foi responsável   por um lance técnico  individual  que  aliado a outros fatores (entre eles a falta de reação do grupo escalado para jogar  aquela partida) que acabou por  nos desclassificar.

Era um lance  simples porem houve o infeliz  equívoco  técnico do nosso goleiro ao pensar que  participava  de uma situação relativamente fácil e  tecnicamente já controlada.

“Certas dificuldades podem nos complicar, porém algumas vezes, determinadas facilidades podem nos complicar ainda mais” (Passarinho+).

Abraços.

Passarinho +

Educador Técnico Específico e Formador de goleiros.

Treinar na chuva é um treinamento radical?

Posted by Passarinho+ | Artigos | sexta-feira 26 agosto 2011 12:00

2-Treinamento Radical

E vamos a Luta!!

“Ver e imitar nem sempre significa aprender e desenvolver” (Passarinho+).

“Somente observar determinadas imagens não nos qualifica,  o que nos  qualifica são as informações, observações e conceitos que desenvolvemos  a respeito das  imagens que observamos” (Passarinho+).

Em relação às dificuldades  neste tipo de treinamento as  imagens e o tema musical poderão demonstrar  mais do que eu poderia expor, porem afirmo que treinar em tais condições (sob intensa chuva  e terreno enlameado)  antes de ser um treinamento  radical é acima de tudo  um treinamento preventivo,  prático e funcional.

Reparem as dificuldades que os goleiros enfrentam quanto ao equilíbrio e estabilidade física, controle técnico  e especifico  ao executarem técnicas de recepção manual na bola,condução técnica lateralizada,  levantar com giro por dentro para  restabelecer o equilíbrio, colocação e reposicionamento para realizar  a próxima  defesa.

Outro agente complicador é a bola   em “sobre quique”  na lama e  poças d’água,  deslocamentos,  queda e impulsão lançada em terreno com difícil   estabilidade (perímetro de atuação do goleiro com lama e aguá empoçada).

Um oficial japonês quando perguntado sobre  as severas condições de treinamentos para  guerrilha de selva, beirando a condições sub humanas  respondeu; “Treinamos  difícil para poder lutar fácil”.

Heis a razão do exército japonês ser tão temido e praticamente invencível em guerrilhas e combates na selva.

No universo de situações que o goleiro poderá envolver-se,  cedo ou tarde o mesmo enfrentará condições climáticas adversas   e seus respectivos  GDS ( Graus de Dificuldades ).

Nestas situações alerto  que o goleiro  deve fazer parte da solução técnica   e não causa do problema ao utilizar   técnicas problemáticas.

Quem não sabe pode  procurar saber, quem nunca  fez pode  começar a fazer, e  quem acha que conhece tudo e que alguma coisa  possa  parecer  improvável, logo perceberá que na  vida e no futebol tudo  pode acontecer.

“Embora uma espada seja cortante, sem freqüente uso e afiamento não mais cortará”(Bruce Lee).

“Embora as habilidades naturais  de um goleiro que a primeira vista possam  ser excelentes, sem aprendizado constante , treinamentos, envolvimento e aprimoramentos técnicos , estas habilidades  não se desenvolverão a modo que este goleiro venha a atingir performances físicas e técnicas  acima da média bem como atingir metas e objetivos que o coloquem  em destaque em sua posição” (Passarinho+).

O objetivo de treinar em condições tão radicais  serve  para que o  goleiro  em tais circunstâncias pratique e aplique  técnicas simples, seguras e eficazes.

Chamo a atenção que  meus goleiros   utilizem  técnicas simples  e não somente   “técnicas fáceis.

“Excessivas  facilidades as vezes negligenciam  importantes sinais de advertência técnica”, fazendo com que o goleiro ingresse  na situação   que chamo de “subconsciência da  displicência técnica ”.

Isto acontece quando o goleiro  pensa que já dominou tecnicamente determinados lances e  situações,  antes mesmo da  sua participação  nestes respectivos   lances.

Tal exagero  em  super estima e auto confiança as vezes pode dar errado,  e  quando isto acontece pode  proporcionar  situações de difícil solução técnica, e dependendo das circunstancias, tal procedimento  pode  ser   fatal resultando em gol do adversário!!.

“O maior predicado para  as grandes  tragédias é  a falsa sensação de   segurança absoluta ” (Passarinho+).

Já vimos centenas  de vezes isto acontecer tanto na vida  quanto no esporte.

Abraço.

Passarinho+

Educador Técnico  Especifico e formador de goleiros.

Enfrentando condições climáticas adversas

Posted by Passarinho+ | Artigos | quinta-feira 25 agosto 2011 12:00

Enfrentando  condições climáticas adversas.

Treinamentos na  chuva  e  após chuva.

Chamo este treinamento de treinamento enfrentando  condições climáticas adversas (na chuva e pós chuva), visto que nestas condições  o goleiro enfrentará   dificuldades  físicas , técnicas e significativos graus de dificuldades tanto nos  treinamentos quanto em jogos.

Já orientei  e gosto de orientar treinamentos técnicos e específicos   sob intensa chuva,  bem como   em situações  após chuva.

Os corajosos goleiros profissionais que aparecem nestas imagens são os seguintes:

André Soré.

Robson Bahia.

Sidnei.

Este treinamento foi realizado em Limeira, na A. A. Internacional  de Limeira(2000), clube  qual tenho muito orgulho de ter trabalhado na primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol ano 2000/2001.

Na noite e  madrugada que antecedeu este treinamento,  havia chovido muito  e o resultado foi um local para treinamento molhado, enlameado e  com muitas poças d’água.

Em tais condições estes goleiros foram fortemente exigidos e expostos a diversas situações  e GDS (Graus de Dificuldades).

Bola molhada, poças d’água, farta lama, instabilidade em termos de posicionamento equilíbrio e reequilíbrio, movimentação limitada dada ao peso dos fardamentos quando já totalmente molhados, encharcados e enlameados, fora a exigência física, técnica e psicológica   que foram exigidos e expostos estes excelentes profissionais.

Quando alerto sobre  Graus de Dificuldades, refiro-me a situações as quais  o goleiro tecnicamente enfrenta, algumas  vezes não possuindo  domínio físico e técnico   nestas  situações.

Graus de dificuldades ou GDS,  é uma tabela que elaborei  onde  a meu ver, aponto e caracterizo dificuldades físicas e técnicas que o goleiro  enfrenta e deve  preparar-se para enfrentar  fisicamente, técnica  e psicológicamente.

São os seguintes os GDS:

  • Ø Potencia do chute .
  • Ø Distancia.
  • Ø Angulação.
  • Ø Trajetória da bola.
  • Ø Toque direcionado(direção inicial e trajetória final da bola).
  • Ø Velocidade da bola.
  • Ø Efeito na bola.
  • Ø Dificuldades no perímetro de atuação do goleiro.
  • Ø Condições climáticas adversas (vento forte, chuva, neblina, lama,  água empoçada, baixas e altas temperaturas e claro dependendo da situação neve, se o goleiro estiver jogando na Europa ou outro continente onde este fenômeno ocorra com maior freqüência).
  • Ø Luminosidade (sol contra os olhos do goleiro, iluminação deficiente ou refletores com focagem direta aos olhos do goleiro).

Brevemente estarei postando  matéria  pontual sobre o tema goleiro, suas defesas  e seus  respectivos graus de dificuldades (GDS).

Para conseguir  solucionar tecnicamente determinadas situações, o goleiro deve  treinar para enfrentar circunstancias e adversidades  físicas e técnicas e  seus respectivos graus  de dificuldades  dentro da sua  realidade técnica, a modo de   participar  dos   lances em seu perímetro de atuação com amplas   possibilidades de sucesso.

Quando os goleiros enfrentam condições climáticas adversas (chuva, vento forte,neblina, lama, água empoçada e etc.), algumas situações o goleiro pode  controlar tecnicamente com  alguma  dificuldade, já outras , podem fugir ao seu domínio aumentando o risco do mesmo de cometer equívocos e falhas técnicas,  gerando-lhe   stress emocional e  técnico pois devem optar  em micro segundos como  proceder  e   técnica mais  adequada a aplicar.

Penso  que ao jogar no gol, não existem situações técnicas  incontroláveis, existem sim   situações  tecnicamente mal solucionadas.

Se o goleiro estiver  tecnicamente mal preparado ou mal orientado, certamente potencializará algumas  possibilidades de vir a ser a causa de diversas  dificuldades técnicas  e não a solução para as mesmas.

Conhecer nem sempre  é dominar, imitar  não  é aprender .

Compreender e  desenvolver um conceito  técnico  sobre o  que se aprendeu,   isto  realmente  pode nos levar  a  aprimorar evoluindo e evoluir aprimorando .

Devemos  nos entregar de corpo e  alma aos treinamentos para  conseguir  identificar  e eliminar possíveis deficiências técnicas .

Somente poderemos concertar se soubermos onde e o que não está funcionando.  Somente assim   alcançaremos progressos   a modo de  realmente  evoluir, controlar e  dominar todos  os fundamentos da arte de  jogar e atuar no gol.

Como Educador Técnico Específico e formador de goleiros, procuro  sempre  formar  grandes goleiros e não apenas goleiros grandes.

No gol  a estatura não deve medir  competência e qualidade técnica.  Nos  esportes como o  vôlei e o basquete  até entendo  que sim,  pois são esportes onde a estatura realmente pode ser significante . Porém lembro que mesmo no basquete e voleibol existem  jogadores com baixa qualidade técnica apesar de suas excelentes estaturas.

A  eficiência  e a qualidade  técnica,  podem derrubar todas as medidas e preconceitos.

Quando perguntado sobre que métodos utilizo  para treinar e aprimorar tecnicamente meus goleiros respondo;  “Não repito movimentos físicos  somente  para  executar  técnicas , repito   movimentos físicos e técnicos para   aprimorar   técnicas  específicas ” (Passarinho+).

Abraço

Passarinho+

Educador Técnico  Específico e formador de goleiros

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